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O EGITO ANTIGO
O EGITO ANTIGO
Pela região ser formada pelo deserto do Saara, o rio
Nilo ganhou enorme importância para os egípcios. O rio era utilizado como via de
transporte, de mercadorias e pessoas. As águas do rio Nilo também eram
utilizadas para beber, pescar e fertilizar as margens, nas épocas de cheias,
favorecendo a agricultura.
Dividida em várias camadas era a sociedade no Egito
Antigo. O faraó era a autoridade máxima, chegando a ser considerado um deus na
Terra. Sacerdotes, militares e escribas (responsáveis pela escrita) também
ganharam importância na sociedade. Esta era sustentada pelo trabalho e impostos
pagos por camponeses, artesãos e pequenos comerciantes. Os escravos também
compunham a sociedade egípcia e, geralmente, eram pessoas capturadas em
guerras. Por seu árduo trabalho, recebiam apenas água e comida.
Quanto a escrita egípcia, esta também foi muito
importante, pois permitiu a divulgação de idéias, comunicação e controle de
impostos. Existiam duas formas principais de escrita: a escrita demótica (mais
simplificada e usada para assuntos do cotidiano) e a hieroglífica (mais
complexa e formada por desenhos e símbolos). As paredes internas das pirâmides
eram repletas de textos que falavam sobre a vida do faraó, rezas e mensagens
para espantar possíveis saqueadores. Uma espécie de papel chamado papiro, que
era produzido a partir de uma planta de mesmo nome, também era utilizado para
registrar os textos.
Os hieróglifos egípcios foram decifrados na primeira
metade do século XIX pelo lingüista e egiptólogo francês Champollion, através
da Pedra de Roseta.
Baseada na agricultura, realizada às margens do rio
Nilo, era a economia egípcia. Os egípcios também praticavam o comércio de
mercadorias e o artesanato. Os trabalhadores rurais eram constantemente
convocados pelo faraó para prestarem algum tipo de trabalho em obras públicas
(canais de irrigação, pirâmides, templos, diques).
A religião egípcia era repleta de mitos e crenças
interessantes. Acreditavam na existência de vários deuses (muitos deles com
corpo formado por parte de ser humano e parte de animal sagrado) que
interferiam na vida das pessoas. As oferendas e festas em homenagem aos deuses
eram muito realizadas e tinham como objetivo agradar aos seres superiores,
deixando-os felizes para que ajudassem nas guerras, colheitas e momentos da
vida. Cada cidade possuía deus protetor
e templos religiosos em sua homenagem.
Com a crença na vida após a morte, mumificavam os
cadáveres dos faraós colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o
corpo. A vida após a morte seria definida, segundo crenças egípcias, pelo deus
Osíris em seu tribunal de julgamento. O coração era pesado pelo deus da morte,
que mandava para uma vida na escuridão aqueles cujo órgão estava pesado (que
tiveram uma vida de atitudes ruins) e para outra vida boa aqueles de coração
leve. Muitos animais também eram considerados sagrados pelos egípcios, de
acordo com as características que apresentavam: chacal (esperteza noturna),
gato (agilidade), carneiro (reprodução), jacaré (agilidade nos rios e
pântanos), serpente (poder de ataque), águia (capacidade de voar), escaravelho
(ligado a ressurreição).
A civilização egípcia destacou-se muito nas áreas de
ciências. Desenvolveram conhecimentos importantes na área da matemática, usados
na construção de pirâmides e templos. Na medicina, os procedimentos de
mumificação, proporcionaram importantes conhecimentos sobre o funcionamento do
corpo humano.
No campo da arquitetura podemos destacar a construção de
templos, palácios e pirâmides. Estas construções eram financiadas e
administradas pelo governo dos faraós. Muitas destas construções foram erguidas
com grandes blocos de pedra, utilizando mão-de-obra escrava. As pirâmides, a
esfinge de Gizé e o templo de Ramsés II (em Abu Simbel) são as construções mais
conhecidas do Egito Antigo.
Periodização: Antigo Império: de 3.200 a.C. até
2.100 a.C; Médio Império: de 2.100 a.C. até 1.580 a.C.; Novo
Império: de 1.580 a.C. até 715 a.C.




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